Escuto, de mulheres, desde que inicei minha militância que eu sou o "terror dos machistas" que se por um lado isso era emancipador (pelo bem comum do sexo feminino) pelo outro eu corria sérios riscos de não casar, não ter filhos e coisas do gênero. Admito, no início eu dava muita bola. Mas não temendo "ficar para a titia", o grande problema eram as meninas - de mesma idade ou superior a minha - se preocuparem com meus futuros não filhos e não casamento, como se isso fosse o apse da felicidade da vida de todas as mulheres do mundo. Acredito que muitas sonham com casamento, filhos, constituição da família e acho que se a mulher deseja ter filhos, casar, dividir sua vida entre família, vida social e pessoal, ela é livre e consciente de seguir atrás disso, como se ela quiser largar a vida construída até o casamento para cuidar dos seus filhos, ela deve ir também. Mas SE ELA QUISER, APENAS SE ELA Q U I S E R , não porque o histórico machista da família, seja dela ou dele, manda ela ir cuidar da família - de ambos - por uma questão machista onde antigamente dizia que o homem bancava e a mulher se submetia contra sua vontade a ficar em casa cuidando da família. A construção social da mulher nos tempos de vovó, até nos tempos de algumas de nossas mães, eram restrita à mulher ser empregada doméstica, da família, e objeto de reprodução, obrigando as mesmas a serem condenadas o resto da vida muitas vezes a infelicidade (sem colocar na mesa a questão patriarcal, que submetia muitas dessas mulheres à agressões físicas, morais e as vezes até à morte). Tudo isso pela questão machista da sociedade, que nomeava as mulheres separadas de inúmeras ofensas de submissão de valores comprada a outras mulheres, como por exemplo a mera palavra desquitada, que era usada de forma agressiva seguida por uma maré de ofensas como as conhecidas no nosso atual dicionario de adjetivos não legais (vagabunda, puta, sem vergonha..).
Cabe a nós, pessoas - homens e mulheres - do século XXI, quebrar mais esse padrão imposto para nossas mulheres. O qual praticamente a obriga a absorver a ideia que só será feliz, se além de toda a felicidade que ela correu a vida inteira para conquista, ela ainda vai ter que compôr sua família com casamento, filhos, cachorro e etc, pois ao contrário ela ficará falada na sociedade e também dentro da sua própria casa, pois se existe um setor da sociedade o qual oprime uma mulher como ninguém o nome desse setor é a própria família da mesma. Mas vamos com calma aí cowboy, vamos aos fatos: se a mulher tem filho cedo demais, ela é puta, irresponsável e não se valorizou. Agora, se ela opta pelo adiamentos da maternidade (deixa para ter depois dos 30) ou simplesmente por não ter filho, ela é fria, ela ficará para a ficará para a titia e até mesmo não é mulher de VERDADE? Que isso produção, me ajude a entender, além do machismo impor o que devemos ser ele também impõe o momento que devemos ser? KKKKKKKKKKK. Vocês e seu machismo não são nada para dizer quando, o que e quando um mulher tem que ser. Nós assim como os homens, somos donas do nosso próprio tempo, escolha e vontade. Decidimos o que, quando, onde, como e com quem.
Se eu quiser casar, casarei quando e com quem eu quiser. Se eu quiser ter filhos, terei quando e da forma, biológica ou adotiva, que eu quiser. Sentarei da forma que eu quiser. Usarei o que eu quiser, quando eu quiser e como eu quiser. Cantarei, ouvirei e dançarei o que quiser. Irei aonde me der na telha. Viverei a minha maneira, serei livre em busca da felicidade e sempre lutando pela felicidade de todas as mulheres (mesmo que elas de forma cega, me ofenda com discursos machistas). Agora, meninas que temiam meu futuro, se ser livre e convicta é ficar pra titia: FICAR PRA TITIA É UMA DELÍCIAAAAAAAA!
/Ingrid Fraga
gostei muito do texto! Parabéns pelo trabalho de vcs
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